A MAESTRINA (2019)

Publicado por admin em sab, 03/09/2019 - 18:24
A holandesa Maria Peters não só produz, dirige como também escreve os roteiros dos seus filmes. Seu mais recente trabalho é o filme DE DIRIGENT ( A MAESTRINA) no qual ela conta a difícil trajetória da única mulher que conquistou a primazia de ser a primeira a reger uma orquestra sinfônica, Antonia Brico

A holandesa Maria Peters não só produz, dirige como também escreve os roteiros dos seus filmes. Seu mais recente trabalho é o filme DE DIRIGENT ( A MAESTRINA) no qual ela conta a difícil trajetória da única mulher que conquistou a primazia de ser a primeira a reger uma orquestra sinfônica, Antonia Brico. O filme narra a difícil e dramática trajetória de vida de uma jovem que é adotada por uma família de holandeses que migra para os Estados Unidos, mas que em plena década de vinte, sendo imigrante, mulher e querendo assumir uma função exclusiva de homens, regência de orquestras, passa a enfrentar o preconceito e o machismo escancarado. Baseada na vida real de Antonia Brico que começou a exercer a função sempre sonhada de regente de orquestra na Alemanha se transferindo posteriormente aos Estados Unidos onde consolidou sua posição. Antonia Brico estreou na regência a frente de uma das mais renomadas e tradicionais orquestras sinfônicas do mundo, a Filarmônica de Berlim em 1930. Em 1932 nos Estados Unidos ela marcou presença a frente da Orquestra Sinfônica dos Músicos de Nova Iorque. Em 1934 Antonia Brico foi guindada a condição de regente da Orquestra Sinfônica Feminina que apenas a partir de 1939 é que foi transformada na Brico Symphony Orchestra com admissão de homens. 

O filme da cineasta Maria Peters é de uma densidade profunda mostrando o quanto Antonia Brico enfrentou os costumes de uma sociedade burguesa que ditava as regras em vários campos da arte, sobretudo na música. 

Na trilha sonora do filme, temos várias páginas clássicas de compositores celebres como Bach,Mahler, Beethoven, Grieg,Dvorak,Schubert, Prokofief, Elgar, Gershwin e muitos outros. Se tivesse que escolher uma das peças inseridas na trilha, para representar a essência da mensagem passada pelo filme de Maria Peters, não teria dúvidas em apontar a American Suite do checo Anton Dvorak. A trilha sonora original teve músicas compostas por Bob Zimmerman e o filho da cineasta o compositor Quinten Schram.