PIAF: UM HINO AO AMOR (2007).

Publicado por admin em qui, 11/30/2017 - 21:24
A cantora Edith Piaf morreu aos 47 anos, mas não deixou apenas a sua bela voz interpretando   canções maravilhosas, deixou uma vida que foi marcada por todo tipo de situação como a miséria, desilusões, álcool, drogas e uma artrite que quase a deixava inerte, além da própria transformação do seu corpo.

Filha de uma mãe que cantava na rua por cinco centavos e de um pai, artista de circo que foi convocado para a Primeira Guerra e ficou na trincheira. Que futuro poderia ter uma menina que contrai conjuntivite, fica cega, mas milagrosamente recupera a visão ?

Mas, assim como a mãe, ela também começou cantando na rua, até que um empresário a descobriu. Curiosamente foram as suas feridas da infância serviram de combustível para impulsionar a sua determinação em conquistar o seu espaço na constelação artística musical.

 Conquistou fama,  dinheiro  e amou perdidamente um lutador de boxe.

A cantora Edith Piaf morreu aos 47 anos, mas não deixou apenas a sua bela voz interpretando   canções maravilhosas, deixou uma vida que foi marcada por todo tipo de situação como a miséria, desilusões, álcool, drogas e uma artrite que quase a deixava inerte, além da própria transformação do seu corpo. Uma cantora que repudiava a solidão como uma das situações mais insuportáveis da sua vida. A sua silhueta e o seu rosto traduziam bem o que sua voz seria capaz de expressar em interpretações memoráveis onde a ênfase era para os “erres”, sua marca registrada.

 

O cineasta Olivier Dahan teve muita dificuldade em utilizar o poder de síntese ao reproduzir uma vida tão diversa em apenas duas horas e vinte minutos de filme.

Quem poderia ter vivido melhor o papel de Piaf ? Parece que o cineasta Olivier Dahn encontrou rapidamente a resposta e contou com a atriz Marion Cotillard, que teve que moldar sua imagem, a ponto de permitir que o filme ganhasse um Oscar pela maquiagem. Por outro lado, de nada adiantaria a maquiagem, se não houvesse o talento da interpretação, bem por isso justificando plenamente o Oscar de melhor atriz. E a trilha sonora ? Bem, um repertório de canções  que vai de “La Vie Em Rose”, “Non Je Ne Regrette Rien” até “Hymne A L’Amour”,  isso exigiria uma trilha sonora instrumental capaz de oferecer o acompanhamento pertinente com a intensidade das emoções emanadas da narrativa. Nesse sentido o compositor inglês  Christopher Gunning demonstrou todo o seu talento em não permitir que sua música roubasse os méritos das cenas, numa calibragem rigorosamente perfeita. O tema principal que anexamos aqui é pungente atingindo frontalmente a alma humana. Indiscutivelmente, o melhor trabalho que Gunning conseguiu imprimir em sua carreira que teve início nos anos setenta.

Dificilmente o cineasta Olivier Dahan conseguirá se superar diante dessa obra prima produzida, ele que em 2014 tentou atingir o patamar da realeza com o filme Grace de Mônaco.

Com esta resenha atendemos a solicitação do Prof. Edilson Graciolli. Se você tem a curiosidade de ver o seu filme favorito comentado, deixe sua mensagem no nosso site que procuraremos atender com o máximo prazer.