O LADO ERUDITO DE MORRICONE

Publicado por admin em dom, 03/25/2018 - 09:17
Contrariamente do que a grande maioria poderia imaginar, a “musica assoluta”( música clássica) é a principal atividade de Ennio Morricone. Bem por isso ele reúne um enorme acervo com mais de 100 composições que teve início na década de quarenta. Um exemplo deste ano pode ser dado através 11 peças para cordas, dentre as quais destacamos a belíssima  “Esercizio Per Archi Nº1 ( Exercício Para Cordas)”.

Muito antes de se tornarem famosos compositores de trilhas sonoras para o cinema, muitos deles se dedicaram à música erudita de forma aplicada e intensa. A partir da própria formação musical de cada um, já se evidenciava uma certa inclinação para a música erudita, principalmente dada a afinidade com que esses compositores passaram a ter com os grandes nomes da música clássica de todos os tempos.

Por exemplo, Ennio Morricone que estimulado pelo mestre Goffredo Petrassi, seu professor na Academia de Música de Santa Cecília onde aprendeu admirar obras notáveis de Frescobaldi, Stravinsky, Boulez,Bach e tantos outros. Claramente essa experiência serviu de grande estímulo para impulsionar o seu talento, também produzindo música erudita. Aliás, Morricone gosta da expressão “musica assoluta” e bem por isso tem um acervo de composições para câmara, cordas, orquestra denotando o seu enorme potencial que está muito além daquilo que o cinema propiciou que ele criasse. Uma coisa foi produzir trilhas sonoras baseadas nas cenas descritas num roteiro. Outra coisa seria uma página em branco e preenche-la com o melhor que o seu talento pudesse se expressar.

Muito além de trilhas como O BOM, O MAL E O FEIO, A MISSÃO, CINEMA PARADISO, A LENDA DO PIANISTA DO MAR, OS INTOCÁVEIS, ERA UMA VEZ NO OESTE, ERA UMA VEZ NA AMÉRICA e outras cinco centenas de músicas compostas para o cinema, estão alguns dos mais geniais trabalhos que Ennio Morricone produziu para a “musica assoluta”. Sua produção erudita começou muito antes das trilhas para o cinema, já que entre os anos de 1946 e 1947 ele compôs três peças para piano e voz. Sua produção de música erudita começou a deslanchar a partir de 1952, um dos anos mais prolíficos com nada mais do que 12 peças concertistas. Mas sem dúvida, o ano em que ele se superou na inspiração e transpiração de “musica assoluta”foi 1990 com 12 composições contemplando instrumentos como guitarra,violino,trompa, piano e aquele que o comove que é a  voz. Em suma, a bagagem de Morricone produzindo música contemporânea clássica ele pode transportar para o cinema, que se beneficiou muito dessa produção criativa.

Contrariamente do que a grande maioria poderia imaginar, a “musica assoluta”( música clássica) é a principal atividade de Ennio Morricone. Bem por isso ele reúne um enorme acervo com mais de 100 composições que teve início na década de quarenta. Um exemplo deste ano pode ser dado através 11 peças para cordas, dentre as quais destacamos a belíssima  “Esercizio Per Archi Nº1 ( Exercício Para Cordas)”. Aliás a década de noventa foi o período mais fértil da produção erudita de Ennio Morricone.

Depois de compor réquiens e cantatas, Morricone em 2015 compôs uma Missa em homenagem ao Papa Francisco.