O ADÁGIO NAS TRILHAS.

Publicado por admin em qui, 01/18/2018 - 21:08
rata-se de seu trabalho para o filme de Valério Zurlini com Marcelo Mastroianni intitulado CRONICA FAMILIAR de 1962. O adágio de Petrassi leva o título de “Para Encontrar Consolação”, uma beleza rara.

A expressão adágio deriva do italiano e significa à vontade ou então “calmamente”. A propósito, este último significado “calmamente” se encaixa com mais profundidade dentro do contexto onde a palavra acaba sendo amplamente empregada que é a música erudita. O adágio caracteriza-se por um movimento em andamento lento, podemos ter adágios em sinfonias, como a 1a e 2a de Brahms, ou ainda a 9a de Beethoven no terceiro movimento onde temos um adágio molto e cantabile, belíssimo. O adágio também está presente em concertos como o para violino e orquestra de Paganini. Mas, seguramente o adágio mais famoso é, sem dúvida o composto por Tomaso Albinoni. Aliás, este Adágio de Albinoni, como ficou conhecido, é na realidade apenas alguns fragmentos de uma sonata. Trata-se de uma obra de rara beleza, revelando, sobretudo uma atmosfera musical sombria, mas que no fundo chega a revelar uma espécie de grande paixão.

O adágio de Albinoni até aqui já marcou presença nas trilhas de 62 filmes, dentre os quais destacamos em 1975, ROLLERBAL, OS GLADIADORES DO FUTURO e GALIPOLI de Peter Weir. A propósito  Goffredo Petrassi, que foi professor de Ennio Morricone, compôs um belíssimo e inspirado adágio. Trata-se de seu trabalho para o filme de Valério Zurlini com Marcelo Mastroianni intitulado CRONICA FAMILIAR de 1962. O adágio de Petrassi leva o título de “Para Encontrar Consolação”, uma beleza rara.

Goffredo Petrassi compôs apenas quatro trilhas sonoras para o cinema, sendo a primeira o clássico do neorrealismo Arroz Amargo de 1949. Ele faleceu aos 98 anos no dia 02 de março de 2003.