VOYEURISMO NO CINEMA

Publicado por admin em dom, 04/01/2018 - 16:22
Quando falamos de alguém no interior de um apartamento observando o prédio vizinho, o primeiro exemplo cinematográfico que vem é o filme de 1954,   JANELA INDISCRETA, de Alfred Hitchcock, com James Stewart  no papel do fotógrafo que  imobilizado numa cadeira  com a perna  quebrada, vai  através dos instrumentos  óticos de sua profissão, devassando e  descobrindo  sua vocação “voyeurística”.

O significado da palavra voyeurismo muda de acordo com o tipo de espiada. Tanto pode significar a compulsão por espiar uma pessoa se despindo, como de outra parte pode simplesmente ter a curiosidade aguçada em olhar a vida privada de uma outra pessoa.

Com a aglomeração de concreto da nossa civilização onde o espaço entre uma edificação e outra é cada vez menor, quase sempre temos que nos contentar  em observar a paisagem alheia. Em outras palavras, quase invariavelmente somos surpreendidos observando o que acontece   no prédio vizinho. Cada prédio de apartamentos com seus tipos, suas rotinas, os hábitos de cada morador, tudo se transforma num   grande painel social de  uma comunidade compartimentada. Quando você sai na janela, muitas vezes instintivamente ocorre do seu   olhar ser dirigido para  o interior  de  um cômodo  do prédio à sua frente.

Quando falamos de alguém no interior de um apartamento observando o prédio vizinho, o primeiro exemplo cinematográfico que vem é o filme de 1954,   JANELA INDISCRETA, de Alfred Hitchcock, com James Stewart  no papel do fotógrafo que  imobilizado numa cadeira  com a perna  quebrada, vai  através dos instrumentos  óticos de sua profissão, devassando e  descobrindo  sua vocação “voyeurística”.

Hitchcock que havia trabalhado com o compositor Franz Waxman em REBECCA, desta vez ele não ficou tão satisfeito. Na realidade, sua proposta era de ter uma canção no filme, que seria composta justamente pelo vizinho músico. Essa canção desempenharia um papel de gancho do enredo até a cena final, quando entraria a parte orquestral, isso não funcionou. Mesmo assim, Waxman compôs uma inspirada música “Tema de Lisa” capaz de denunciar o quanto o personagem interpretado por James Stewart estava apaixonado por Lisa (Grace Kelly).