TRIBUTO PARA FRANÇOIS DE ROUBAIX.

Publicado por admin em qua, 11/22/2017 - 09:13
François de Roubaix além da música tinha mais  duas paixões, o cinema, pra quem dedicou as páginas musicais mais inspiradas e o mar, a quem gostava de desafiar, através da prática da caça submarina.

O compositor François de Roubaix faleceu prematuramente aos 36 anos no dia 22 de novembro de 1975, vítima de um acidente durante um mergulho nas Ilhas Canárias, ele que era adepto da caça submarina. François de Roubaix nasceu no dia 03 e abril de 1939  na cidade de Neuilly Sur Seine, François de Roubaix. Era filho de um belga,  produtor de filmes institucionais. Sua mãe, italiana era musicista e chegou até a compor algumas trilhas sonoras para filmes de animação. Toda essa atmosfera contribuiu enormemente para que o nosso homenageado de hoje, tivesse uma profunda identificação com as artes, mas especificamente com o cinema. François de Roubaix deixou um acervo de trabalhos memoráveis para o cinema. O seu primeiro grande parceiro no cinema foi o diretor Jean Claude Roy com quem trabalhou em 1964 e 1965 respectivamente, desenhando um caminho que se avizinhava promissor.

Em 1954 o compositor François de Roubaix descobre o jazz. Começa então a estudar trombone, guitarra e piano. Ele funda um pequeno conjunto de jazz, que vira pequena orquestra, numa parceria com dois amigos, Georges Billecard e Michel Fontanes. Não por acaso seus trabalhos para o cinema exalam o ritmo jazzístico. Um cineasta que tinha a mais profunda admiração pelo trabalho de Roubaix era José Giovanni, juntos foram vários trabalhos.

Foi em 1959 que Roubaix teve sua primeira chance de compor para o cinema, através de um curta-metragem dirigido por Robert Enrico, que seria seu parceiro por muito tempo.

François de Roubaix tinha duas paixões, o cinema, pra quem dedicou as páginas musicais mais inspiradas e o mar, a quem gostava de desafiar, através da prática da caça submarina. Foi no mar que ele deu o mergulho final para a morte nas Ilhas Canárias no dia 22 de novembro de 1975, quando tinha apenas 36 anos. Foi o fim de um compositor que no espaço de tempo que se dedicou ao cinema, brindou o público com esmeradas trilhas que denotavam todo o seu talento. Ficaria difícil escolher uma de suas trilhas, mas impossível não negar a expressividade da música do filme de 1975, ano de sua morte, O Velho Fuzil dirigido por Robert Enrico e estrelado por Romy Schneider e Philippe Noiret.