MARK FELT- O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA (2017).

Publicado por admin em seg, 10/30/2017 - 16:42
MARK FELT- O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA

Em tempos de delação premiada houve alguém que delatou pelo simples fato de permitir que a verdade dos fatos prevalecesse. O filme MARK FELT- O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA, dirigido por Peter Landesman se constitui em tempos de turbulência política como um excelente exercício sobre a realidade que levou o presidente Nixon a renunciar, enquanto que tem politico que reluta em permanecer no cargo, mesmo denunciado.

Ao promover o vazamento de informações que levaram o então presidente Nixon a renunciar à presidência, o diretor do FBI, Mark Felt queria proteger a instituição diante da ação corrupta de um governo que pretendia fazer do órgão uma arma contra os seus inimigos.

Apesar de contar uma história diferente, impossível não assistir ao filme MARK FELT- O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA e não lembrar de TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE, mas nesse caso a história era outra. Se no filme da década de setenta as ações estavam concentradas nas ações dos dois repórteres do jornal The Washington Post, desta feita o personagem central era Mark Felt que era justamente aquele homem que sabia demais e não podia assistir tudo acontecendo diante dos seus olhos, sem fazer nada. O papel de Mark Felt é magnificamente interpretado por Liam Neeson que incorpora uma integridade a ponto de coloca-lo na condição de um cidadão acima de qualquer suspeita. Bem por isso demorou décadas para que toda a verdade viesse `a tona, revelada pelo próprio.

O compositor britânico Daniel Pemberton que começou sua carreira pela televisão nos anos noventa tendo, mas de 100 trilhas compostas, ficou responsável pela música em MARK FELT- O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA. Numa tonalidade musical digna de um programa jornalístico da BBC, a trilha sonora assume o papel de acompanhamento e cumpre seu papel de forma sob medida. Por outro lado, a trilha também assume de forma perfeita a ambientação musical que predominava nos anos setenta.