VICTORIA E ABDUL- O CONFIDENTE DA RAINHA.

Publicado por admin em sab, 01/06/2018 - 18:14
A Rainha Victoria tinha como característica da sua excentricidade saber se afastar das pessoas convencionais, mas se interessando por uma figura nada convencional como Abdul Karin.

Depois de assistir em 1986 MINHA ADORAVEL LAVANDERIA, passei a ter um especial interesse nas realizações cinematográficas do cineasta inglês Stephen Frears.  Um cineasta que não se limita a fazer filmes para inglês ver, pois com OS IMORAIS em 1991 obteve sua primeira indicação para concorrer ao Oscar. O novo filme de Stephen Frears VICTORIA E ABDUL- O CONFIDENTE DA RAINHA é baseado numa história real que teve repercussão quando em 2010 foi descoberto o diário do indiano Abdul Karin que ganhou a admiração da Rainha Victoria e passou a ser uma figura de relevo em meio a monarquia inglesa, provocando ciúmes, traições e preconceitos, pois além de ser indiano, Karin era muçulmano.

A Rainha Victoria tinha como característica da sua excentricidade saber se afastar das pessoas convencionais, mas se interessando por uma figura nada convencional como Abdul Karin.

A relação dos fatos ocorridos no passado, sob certos aspectos guardam certa semelhança com a atualidade, principalmente em tempos de Brexit. Aliás, o fato de Frears ter feito Ligações Perigosas, A Rainha e agora Victoria e Abdul, isso não significa que tenha deixado de ser republicano optando pela monarquia. O filme tem vários vieses e que nos permitem extrair leituras interessantes sobre o monopólio do poder e o quanto que ele nos coloca em meio a ligações que são perigosas. Por outro lado, certas revelações curiosas e pitorescas no filme, quanto ao fato da Rainha Victoria conhecer o abacaxi, mas não saber da existência da manga.

Enfim, o filme vale sobretudo pelo desempenho soberbo de Judi Dench, que foi indicada ao Globo de Ouro, estando cotada para o Oscar, com certeza.

Outra novidade neste filme está na trilha sonora que foi confiada ao compositor americano Thomas Newman, que produziu um trabalho primoroso sem pompa e circunstância mergulhando no estilo Ravi Shankar.