A ESPOSA

Publicado por admin em dom, 01/06/2019 - 10:20
O filme A ESPOSA, do diretor sueco Björn Runge, mostra mais uma vez que dentro da constelação cinematográfica, a figura da atriz Glenn Close continua brilhando intensamente e nesse caso justificando plenamente sua indicação a vários prêmios importantes. 

O filme dirigido pelo cineasta sueco Björn Runge e baseado no livro de Meg Wolitzer que mostra Joan ( Glenn Close) que é casada com o escritor Joe Castleman ( Jonathan Pryce). Um dia o casal é acordado pelo telefone tocando em plena madrugada e quando isso acontece nem sempre é para uma boa notícia. Mas, felizmente nesse caso era para uma ótima noticia dando conta de que Joe Castleman foi escolhido para receber o Prêmio Nobel de Literatura. No momento da ligação, a esposa vai para a extensão do telefone acompanhar o comunicado da Academia Real Sueca. Os closes da câmera na fisionomia da esposa, parecem revelar a existência de um segredo por trás de toda aquela situação. Já na véspera da entrega do prêmio em meio ao clima de intensa emoção que cerca a expectativa do recebimento do prêmio, o semblante da esposa é sempre cercado de uma mistura de nostalgia e sofrimento. Aliás, Joan recomenda ao marido que não a agradeça quando receber o prêmio, pois não quer ser vista como sofredora. Após ser agraciado com o prêmio, Joe acaba citando a esposa, como uma espécie de sua melhor metade. Mais que isso, afirmou que sem ela, ele estaria em casa olhando para um pedaço de papel em branco. Nesse instante, podemos quem sabe pensar sobre Carolina, esposa de Machado de Assis, Ewelina esposa de Honoré de Balzac ou Sofia esposa de Leon Tolstoi e a importância das mesmas na produção literária desses notáveis.

O filme A ESPOSA, do diretor sueco Björn Runge, mostra mais uma vez que dentro da constelação cinematográfica, a figura da atriz Glenn Close continua brilhando intensamente e nesse caso justificando plenamente sua indicação a vários prêmios importantes. 

A trilha sonora composta pela inglesa Jocelyn Pook valoriza sobremaneira o filme de Runge. A música pontua muito bem o próprio estado de espírito da personagem central Joan (Glenn Close) com um estilo minimalista mesclando a inquietação e angustia quanto a verdade do passado que foi acobertada .