OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (1953)

Publicado por admin em seg, 10/02/2017 - 11:11
Música de Voctor Young para OS BRUTOS TAMBÉM AMAM

O clássico, OS BRUTOS TAMBÉM AMAM, dirigido por George Stevens é baseado no livro de Jack Schaefer e tem Alan Ladd no papel de um pistoleiro que vai trabalhar para um pequeno fazendeiro e proteger sua propriedade contra a investida de um latifundiário que oprimia os pequenos agricultores da região. O filme caracteriza bem o tipo de personagem solitário que personificou inúmeros heróis do western americano e nos remete ao jogo de forças entre o forte e o fraco, entre o bem e o mal. OS BRUTOS TAMBÉM AMAM obteve cinco indicações para concorrer ao Oscar, ficando com o prêmio de melhor fotografia de Loyal Griggs. O músico Victor Young provou ser um compositor notável e adepto a melodias populares. As melodias memoráveis de sua autoria se tornaram mundialmente famosas como “Stela by Starlight”, “Love Letters”, “When I Fall In Love”, “Sweet Sue Just You” e dezenas de outros grandes sucessos gravados pelos mais famosos cantores e orquestras de todo o mundo. A trilha sonora composta por Victor Young rompe com certo padrão predominante até aquele momento em termos do gênero western. O tema principal de Shane nos remete à lembrança de um pistoleiro solitário que vaga sem destino pelas planícies inóspitas. O Prelúdio composto por Victor Young contrasta com o padrão musical utilizado para filmes do gênero western. Sua música dotada de uma melodia tem a capacidade de penetrar na alma do espectador. A música tema de Shane, personagem vivido por Alan Ladd, cativa o espectador que mesmo em se tratando de um forasteiro de quem não se tem muitas informações, ganha confiança não só daquela pequena família de camponeses, bem como da própria plateia.

A música de Victor Young, dentro do gênero western temperou cenas de personagens vividos por Roy Rogers, Sunset Carson, William Holden, Gene Autry e tantos outros atores famosos, mas a música feita para Alan Ladd em OS BRUTOS TAMBÉM AMAM é um verdadeiro ícone musical. É daquelas músicas em que se sai do cinema assoviando e nunca mais se esquece dela.

Em 1996, a Orquestra Sinfônica da Nova Zelândia sob a regência de Richard Kaufman gravou um CD de Tributo a Victor Young. Nesse CD, tem-se então uma belíssima suíte, composta dos principais temas da trilha sonora de Victor Young que se por um lado não recebeu nenhum prêmio especial, de outro se tornou extremamente popular, como as próprias canções compostas por ele.