RODA GIGANTE.

Publicado por admin em dom, 02/25/2018 - 09:26
O título da produção de 2017, dirigida por Woody Allen serve muito bem para ilustrar o que tem sido a sua produção cinematográfica ao longo da sua trajetória. Esses altos e baixos da roda gigante, poderia ser associado aos próprios gêneros que Allen escolhe para seus filmes, quando para cima as comédias bem-humoradas, quando em baixo os dramas densos, permitindo uma influencia “bergmaniana”.

O título da produção de 2017, dirigida por Woody Allen serve muito bem para ilustrar o que tem sido a sua produção cinematográfica ao longo da sua trajetória. Esses altos e baixos da roda gigante, poderia ser associado aos próprios gêneros que Allen escolhe para seus filmes, quando para cima as comédias bem-humoradas, quando em baixo os dramas densos, permitindo uma influencia “bergmaniana”. De qualquer forma, uma coisa é certa, Allen nunca procurou fazer aquilo que o público gosta, mas sempre apostando que aquilo que ele quer fazer, será apreciado pelo seu público, assim tem sido feito ao longo do tempo. Por isso ele acaba se revelando sempre como um bom contador de histórias, pois quando não está atuando, uma vez apenas por trás das câmeras, elege um personagem para representa-lo em cena e contar a história. É o que acontece em Roda Gigante, quando Allen é representado em cena pelo Mickey ( Justin Timberlake) um salva vidas que trabalha na doca 7 da praia de Coney Island em plena década de cinquenta. Apaixonado pelo teatro e os dramas densos de Tennessee Williams, ele também acaba seduzido por Ginny, brilhantemente interpretada por Kate Winslet, que faz o papel da esposa infeliz e infiel de Humpty, protagonizado por Jim Belushi que cuida da roda gigante do parque, que tem na pescaria seus momentos de lazer, enquanto a esposa busca o prazer. O fato novo na história é quando surge Carolina (Juno Temple) filha do primeiro casamento de Humpty, que fugindo do marido mafioso, busca refúgio junto ao pai que não via há muito tempo. Uma das marcas registradas de Allen tem sido a utilização do jazz popular e o uso de canções populares que ajudam a estabelecer uma ligação com a história contada na tela, em Roda Gigante, mais uma vez isso acontece com a canção Coney Island Washboard com Mills Brothers.

 A novidade em RODA GIGANTE, é a utilização das cores para expressar o estado de espirito dos personagens. Com isso um realce ao trabalho excepcional do fotografo italiano Vittorio Storaro e mais uma vez o cenário perfeito de Santo Loquasto.

E atenção fãs do piadista Woody Allen pois agora a roda gigante vai estar nas alturas,  pois neste ano o cineasta retoma o gênero comédia através do filme UM DIA CHUVOSO EM NOVA IORQUE.