MORRICONE E O VIOLINO

Publicado por admin em ter, 10/23/2018 - 09:16
Ennio Morricone criou um motivo musical repetindo a ideia de forma padronizada, onde se estabelece um contraponto interessante e absolutamente genial, que apenas um mestre do seu calibre seria capaz de conceber.

O violino é outro instrumento que mereceu um espaço importante dentro da obra de Ennio Morricone para o cinema. Talvez a trilha sonora de maior densidade contemplando este importante instrumento tenha sido a produção de 2000 dirigida por Ricky Tognazzi, CANONE INVERSO. O filme é baseado na obra escrita pelo italiano Paolo Mauresing. Canone Inverso é o título de uma composição tradicional para dois instrumentos, que é tocado da primeira a última nota por um instrumento e assim simultaneamente. A história começa a partir de um violino que foi deixado para uma família de humildes camponeses. O menino desde criança revela um profundo talento para com o instrumento. Na escola o jovem Jeno conhece um aristocrata Davi, os dois desenvolvem profunda amizade. O curioso na história é quando Davi descobre um cânone inverso que foi composto pelo seu pai, sendo então a música cantarolada pela sua mãe. 

O filme mostra desde o período de ascensão do nazismo na fase preliminar da Segunda Guerra estendendo até o ano de 1968, quando tanques soviéticos ocupam a capital checa, Praga. 

Ennio Morricone criou um motivo musical repetindo a ideia de forma padronizada, onde se estabelece um contraponto interessante e absolutamente genial, que apenas um mestre do seu calibre seria capaz de conceber. A trilha é reforçada ainda com obras de Bach, Paganini, com um desempenho primoroso do violinista Gabrielle Pieranunzi. Participam da trilha outros violinistas como Franco Tamponi,Ettore e Riccardo Pellegrino. Uma participação especial ainda da pianista Gilda Buttà que executa um arranjo especial que Ennio Morricone promoveu de Clair de Lune de Debussy.