ANIVERSÁRIO DE PHILIP GLASS.

Publicado por admin em qua, 01/31/2018 - 01:01
O seu trabalho mais notável fica por conta do filme AS HORAS, Philip Glass demonstra uma capacidade notável de pontuar muito bem a própria passagem do tempo, num filme cuja narrativa binária se constitui como um dos exercícios mais difíceis na arte de direção e consequentemente a música tem que reunir a capacidade de conduzir a narrativa.

Philip Glass nasceu  em Baltimore, Maryland, Estados Unidos,   no dia 31 de janeiro de 1937.Nada mais justo do que prestarmos uma justa homenagem no dia do seu aniversário a este importante nome da música no cinema, detentor de um estilo rigorosamente inconfundível. Glass descobriu a música através dos serviços de consertos de rádio que a loja do seu pai fazia. Começou a estudar música e aos oito anos prestou exame para estudar flauta. Durante seu segundo ano na High School, a Universidade de Chicago aceitou-o mediante um exame de admissão. Com incentivo dos seus pais, mudou-se para Chicago, onde trabalhava meio expediente  e estudava o resto do tempo. Ele era craque em matemática e filosofia, sendo que durante as horas de folga, costumava estudar piano. Quando tinha dezenove anos, depois de concluir o curso da Universidade de Chicago foi morar em New York City para aprimorar os estudos na Juilliard School. Durante este tempo, explorou os trabalhos de compositores americanos como Aaron Copland e William Schuman. Mas de quebra ele ainda estudaria com Vincent Persichetti, Darius Milhaud e William Bergsma. Em 1960, foi morar em Paris e passou dois anos de estudo intensivo com Nadia Boulanger. Foi em Paris que ele despertou seu interesse pelo cinema. Realizou alguns trabalhos para documentários e curtas para a televisão. O seu primeiro sucesso para o cinema se deu através de KOIANIQATSI de 1982, que marcava a estréia do cineasta a e produtor Geoffrey Reggio. Philip Glass detesta o rotulo, mas impossível não classificar a sua obra como minimalista. Mas o que é minimalista? O ritmo minimalista se caracteriza fundamentalmente na repetição prolongada do sumário, os fragmentos melódicos elegantes que tecem dentro e fora como uma aura. Escutar este tipo de música é algo como prestar atenção a uma pintura que parece inicialmente estática, mas vai se metamorfoseando lentamente. O material composicional é limitado geralmente a alguns elementos, que são sujeitados então aos processos transformação.

Philip Glass esteve algumas vezes no Brasil e realiza sistematicamente excursões por vários países do mundo, sua obra é consagrada em todo o mundo.

Com mais de 130 sonoras compostas entre curtas, documentários, longas para cinema e televisão. Seus trabalhos renderam-lhe 17 prêmios além de ter sido indicado para outros 27, dentre eles três indicações ao Oscar respectivamente pelos trabalhos musicais em KUNDUN (1997), AS HORAS (2003) e NOTAS DE ESCANDALO (2007).

O seu trabalho mais notável fica por conta do filme AS HORAS, Philip Glass demonstra uma capacidade notável de pontuar muito bem a própria passagem do tempo, num filme cuja narrativa binária se constitui como um dos exercícios mais difíceis na arte de direção e consequentemente a música tem que reunir a capacidade de conduzir a narrativa.

Uma produção erudita que passa por operas, 11 sinfonias, peças para duos, trios, quartetos, quintetos e sextetos. Realiza anualmente uma média de 50 concertos e aos 81 anos, sendo que é a música é o caminho que permite Philip Glass se abastecer de energia que transborda nas suas composições.

Neste dia 31 de Janeiro, possivelmente Philip Glass estará em Nova Iorque para prestigiar a apresentação da pianista chinesa Jenny Lin que na sua apresentação vai apresentar Estudos para Piano de Philip Glass.

Happy Birthday Mister Glass!