"ME CHAME PELO SEU NOME".

Enviado por admin em ter, 01/30/2018 - 15:03
Homofobia, pedofilia e assédio sexual, ocupam o amplo painel de polêmica nas redes sociais. Pensando bem,  ao longo dos séculos  várias posições foram estabelecidas e consagradas no sexo, mas atualmente a posição mais controvertida é a ideológica!

No filme “Verão de 42” a história envolvia um adolescente que perde sua virgindade depois de se apaixonar por uma mulher mais velha e casada. Em pleno século XXI conta-se uma história de amor que se passa em 1983 direção de Luca Guadagnino. É a história de amor homossexual envolvendo Oliver, um estudante americano de pós graduação de 24 anos com Elio, um jovem italiano de 17 que vive um conflito com a sua sexualidade. Sem a tecnologia dos nossos dias, o filme mostra um outro padrão de relacionamento das pessoas. Sem o celular, tendo que usar o telefone fixo. Sem o Itunes, tendo que utilizar o rádio portátil para ouvir música, sem o digital, lendo o livro físico.

Cada filme para a sua época, por exemplo, a Legião Americana de Decência não permitiria a exibição deste filme nas décadas de quarenta e cinquenta. No Brasil, os militares e a Igreja Católica não permitiriam a exibição do filme, assim como não permitiram O ÚLTIMO TANGO EM PARIS. Mas em pleno século XXI, numa história do século passado, num tempo de diversidade sexual, ME CHAME PELO SEU NOME, não poderia deixar de render boas discussões. O filme serve de contraponto ao clima homofóbico atual.

O filme obteve 4 indicações ao Oscar, mas a maior chance de premio está no roteiro adaptado pelo conceituado James Ivory.

A trilha sonora tem um papel marginal e condicionado às cenas, como a partir de um piano ou mesmo um rádio portátil. No entanto, o gancho maior da trilha sonora está justamente na canção composta por Sufjan Stevens  “Mistery Of Love”, que está indicada ao Oscar. A outra música de Stevens aparece em forma de arranjo para piano “Futile Devices”. Também no piano é executada pelo personagem principal Elio, a música que Ryuichi Sakamoto compôs para o filme “FURYO, EMNOME DA HONRA”. Talvez a ausência de uma trilha sonora instrumental original para o filme se deva ao receio do próprio diretor Luca Guadagnino no tocante a música competir com as cenas. Por isso optou por promover uma seleção musical adaptada passando por Ravel,Bach,Satie  indo até Giorgio Moroder, sempre  atendendo ao que pedia cada cena.

Homofobia, pedofilia e assédio sexual, ocupam o amplo painel de polêmica nas redes sociais. Pensando bem,  ao longo dos séculos  várias posições foram estabelecidas e consagradas no sexo, mas atualmente a posição mais controvertida é a ideológica!