A TRILHA DE “A ODISSÉIA DOS TONTOS”

Publicado por admin em sab, 11/02/2019 - 11:40
Na trilha sonora de A ODISSÉIA DOS TONTOS o compositor argentino Federico Jusid teve a oportunidade de reger a Orquestra Sinfônica da Bulgária que ofereceu o peso que a música exerceu no contexto da narrativa cinematográfica

Logo após a exibição do filme  A ODISSÉIA DOS TONTOS no dia 29 de outubro no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca da capital paulista, participei do bate papo com o diretor do filme Sebastian Borensztein. A minha primeira pergunta foi sobre a trilha sonora, em que tive então a oportunidade de saber como foi a participação do compositor Federico Jusid no processo de elaboração da proposta musical.  Sebastian e Federico já haviam trabalhado juntos em UM CONTO CHINÊS e KOBLIC, então já havia uma certa afinidade entre ambos. A troca de impressões e a interação entre os dois, permitiu que a solução musical para o filme fosse rigorosamente perfeita. Quando o compositor tem então a oportunidade que Federico teve de gravar a sua trilha com a Orquestra Sinfônica da Bulgária, profundamente identificada no campo das trilhas sonoras para o cinema, então isso já se mostra como um prenúncio de que tudo vai funcionar bem. Como a trilha foi estruturada de forma compatível com um filme que reúne os gêneros distintos da comédia, drama e suspense, então o ecletismo do compositor Federico Jusid ficou ressaltado. A música ao mesmo tempo em que cumpria um papel funcional de reforçar as cenas e o palco da história, num clima profundamente regional, de outra parte se mostrava marginal, quando o diálogo prescindia de um grifo musical acentuado. Já nos momentos de suspense, a música exerceu um papel preponderante quanto a impulsionar a alavanca da emoção. Uma pena que em se tratando das canções inseridas e que serviram para marcar época, mas sobretudo para reforçar a mensagem, como não havia  legenda, isso não permitiu que o conjunto da plateia pudesse estar atenta ao papel que elas cumpriam no contexto da narrativa cinematográfica. No tema “Cortina de humo” e “Los logramos” Federico nos permite lembrar do grande mestre Morricone. Na abertura do filme, temos a introdução da peça de Johann Strauss Jr “Danúbio Azul”, que ao mesmo tempo em que serve para citar o ano de 2001 na Argentina, numa referência ao filme de Stanley Kubrick ( 2001, UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO), também já era uma espécie de senha, no sentido de indicar que no filme  A ODISSÉIA DOS TONTOS a música teria um protagonismo importante. Federico Jusid confirma mais uma vez seu exuberante talento, dando mostras do quanto a música no cinema pode se beneficiar do seu enorme potencial criativo.