GREEN BOOK- O GUIA

Publicado por admin em qua, 01/09/2019 - 11:06
A trajetória do músico e compositor Don Shirley, interpretada por Mahershala Ali, só poderia ser contada num filme, pois mistura momentos dramáticos, engraçados e profundamente inquietantes. Num momento em que emerge a intolerância racial, nada mais oportuno do que meditarmos um pouco sobre a mensagem que o filme GREEN BOOK- O GUIA nos oferece.

A trajetória do músico e compositor Don Shirley, interpretada por Mahershala Ali, só poderia ser contada num filme, pois mistura momentos dramáticos, engraçados e profundamente inquietantes. Num momento em que emerge a intolerância racial, nada mais oportuno do que meditarmos um pouco sobre a mensagem que o filme GREEN BOOK- O GUIA nos oferece. Primeiro, mostrando como que um negro desde criança já tinha em mente ser músico, mas não popular, pois correria o risco de ser apenas mais um, mas que ao seu trabalho de criação conseguisse conjugar elementos clássicos passando por Chopin até Irving Berlin. Segundo, mostrando uma época de segregação dos anos sessenta nos Estados Unidos, em que Martin Luther King chamava a atenção para o fato de que nós aprendemos a voar com os pássaros, nadar como os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos. Mas nessa de irmandade, um imigrante italiano daqueles broncos e que só conseguiria trabalhar como “leão de chácara”em boate e um músico negro refinado e educação diferenciada, de repente tem que conviver pelo espaço de tempo de dois meses. O tempo exato que vai durar uma turnê de apresentações do conceituado músico Don Shirley e seu trio. O italiano Tony Lip brilhantemente interpretado por Vigo Mortensen, é contratado como motorista e uma espécie de segurança de Don Shirley. A convivência de dois elementos distintos, de repente se torna importante para uma troca de experiências e o que parecia rigorosamente inconciliável passa a representar uma espécie de irmandade, alternando-se entre os dois, quem era o mais velho e ditava a vivência. O diretor Peter Farrelly que se notabilizou através de comédias como O AMOR É CEGO, QUEM VAI FICAR COM MARY e DEBI & LOIDE, mostra uma outra faceta em sua trajetória ao oferecer um drama com leves pitadas engraçadas.

Na trilha sonora um repertório eclético que vai de Timmy Shaw, passando por Little Richard, Chubby Checker no popular e adentrando o clássico com Chopin, Debussy, o vanguardista Erik Satie e com música original de Kris Bowers com o balanço de Backwoods Blues.