A PANTERA COR DE ROSA (1963)

Publicado por admin em seg, 10/02/2017 - 15:04
Trilha sonora original de A Pantera Cor de Rosa composta por Henry Mancini

Quem ouve música sente rapidamente a sua solidão povoada. Quando essa música é de Henry Mancini a sensação é de que ela se transforma num precioso alimento que nutre a nossa alma e o nosso coração. Enrico Nicola Mancini, ou simplesmente Hank para os mais íntimos, nasceu em Alliquippa, Pennsylvania no dia 16 de abril de 1924, falecendo em Los Angeles no dia 14 de junho de 1994. A sua música continua ecoando forte em nossos ouvidos, na nossa lembrança, na certeza de que a sua memória será sempre reverenciada por todos aqueles que aprenderam a admirar o seu talento. Quando criança, Mancini foi estimulado pelo pai a aprender a tocar flauta e violino. Diplomado pela renomada Juilliard School de Nova Iorque, nem bem tinha concluído a sua formação musical e já foi convocado pelo exército norte-americano, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Mas em invés de ir para o front, ele acabou ficando na retaguarda, principalmente de cantores como Tony Martin e outros que faziam apresentações para os soldados americanos. Foi pianista da orquestra de Glenn Miller, na qual teve a oportunidade de se destacar pelos notáveis arranjos musicais. Mancini começou a compor para a televisão na década de 1950, tornando-se conhecido depois de criar a música para um episódio da série ABBOTT e COSTELLO, isso em 1952. A partir desta data, ele continuou compondo ao mesmo tempo em que dominava o cenário musical da televisão. O segredo do seu sucesso estava na fórmula de compor melodias cativantes que eram prontamente assimiladas pelo público como PETER GUNN, A PANTERA COR DE ROSA e tantos outros sucessos. Quando ingressou na Universal, encontrou as portas abertas para exercitar seu talento e atingiu a marca olímpica de 100 composições para filmes no período de 1952 a 1958. Ele alcançou tal marca devido ao fato de aceitar compor qualquer gênero de música que fosse necessário. Ao deixar a Universal, Henry Mancini foi convidado por Blake Edwards para compor a trilha de uma série televisiva chamada PETER GUNN e mais tarde em MR. LUCKY. Com isso estava consolidada a dupla Mancini /Edwards que trabalharam juntos em BONEQUINHA DE LUXO, em 1961, cuja música conquistou o feito extraordinário de arrebatar o Oscar de melhor trilha e melhor canção. A partir desse momento, Henry Mancini iniciava uma trajetória independente no cinema, valendo-se de vários convites como de Howard Hawks para fazer a trilha de HATARI, de Henry Koster para a música de AS FÉRIAS DO PAPAI, ou então CHARADA, filme de Stanley Donen. Os convites eram muitos e Mancini compunha uma média de quatro trilhas por ano, apesar de que, em 1963, ele foi requisitado para cinco filmes, dentre os quais A PANTERA COR DE ROSA e UM TIRO NO ESCURO, ambos de Blake Edwards. Valia a máxima para Mancini que a cada dia ele se tornava melhor que antes, assim sendo, em 1965 ele era o compositor de trilhas mais conhecido do cinema. Ao longo de sua carreira vitoriosa como músico, compositor e arranjador, Henry Mancini conquistou 20 Grammys, 7 Globos de Ouro e 4 óscares, além de ter sido indicado em outras 14 oportunidades. Inegavelmente o trabalho de Mancini inspirou muitos músicos de sua geração, basta, por exemplo, ouvir as músicas de John Williams da década de sessenta que eram “mancinianas”. Henry Mancini é uma autêntica legenda de Hollywood, o seu legado musical é o atestado mais eloquente de que a música nos faz pensar numa série de coisas suavizando até mesmo os costumes. Dentre as mais executadas músicas de Mancini destaca-se A PANTERA COR DE ROSA, um ícone da música no cinema. O clássico de A PANTERA COR DE ROSA de 1963 foi refilmado em 2006, com o papel do Inspetor Closeau interpretado por Steve Martin. A música de Mancini lá estava como aquele prefixo inconfundível e que foi gravado por renomadas orquestras de todo o mundo. Sua filha Mônica Mancini é uma grande cantora e está reeditando a obra do pai, bem como lançando trilhas que Mancini compôs e que nunca seriam editadas não fosse a dedicação de sua filha.